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Mestrinho retorna ao Rock in Rio e quer mostrar o 'forró em sua essência purinha' no festival

redacao by redacao
09/09/2026
in Entretenimento
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Mestrinho retorna ao Rock in Rio e quer mostrar o 'forró em sua essência purinha' no festival
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Mestrinho canta no Forró Caju em Aracaju.
PMA
No Rock in Rio 2024, Mestrinho estreou no festival e mostrou toda sua habilidade com a sanfona na abertura de sua apresentação, mesclando acordes de clássicos de forró, como “A Volta da Asa Branca” e “Que Nem Jiló”, com sucessos lendários do rock, como “Love of My Life” e “We Are The Champions”, do Queen, e “Sweet Child O’ Mine”, do Guns N’ Roses.
Neste ano, o artista de 37 anos, que foi o primeiro sanfoneiro a ter um show solo no Rock in Rio, repete sua participação no evento. Ele se apresenta no Palco Global Village, no dia 12 de setembro. Mas, desta vez, ele deixará o rock para os artistas do gênero. (Veja programação completa do festival.)
“Ali [em 2024], como foi o meu primeiro Rock in Rio, eu estava chegando, e quis mostrar um pouco dessa versatilidade que muitas pessoas assistiram e viram. Agora eu vou chegar com o forró na sua essência purinha mesmo, que eu amo”, contou Mestrinho em entrevista ao g1.
Mas a abertura de seu show de estreia no evento não foi aleatória, já que Mestrinho também é fã de rock e de estrelas como Queen, Beatles e David Bowie.
“E ali eu quis mostrar o tanto que o instrumento, o acordeon, a sanfona, é universal. Ela pode tocar qualquer gênero, se você tiver a sensibilidade de entender o que cada gênero pede e a sutileza de introduzir os instrumentos sem agredir nenhum dos gêneros, só mostrando a beleza do acordeon.”
Abertura do Rock in Rio para o forró
Mestrinho no Rock in Rio
Cristiano Juruna
O Rock in Rio conta com estrelas do forró desde sua primeira edição, em 1985, quando incluiu Elba Ramalho e Alceu Valença em sua programação.
Para Mestrinho, o espaço dado para o gênero no evento atualmente é “satisfatório”.
“Eu acho que tudo tem a sua dosagem certa ali. E o festival sempre mostrou que tem, sim, como misturar. Ele se chama Rock in Rio, mas é um festival de música. E não perdeu sua essência, porque tem muita banda de rock, a galera está sempre ali”, analisa o sanfoneiro.
“Se for para entrar mais [forró] , a gente vai agradecer, vai curtir demais, mas não é uma coisa que a gente bate o pé.”
Para Mestrinho, sua presença no evento é consequência do amor que ele tem pelo gênero, pela música e por sua versatilidade em transitar por vários gêneros.
“Sou um artista que vem do forró, mas pretendo não ser um artista rotulado de uma coisa só”, diz.
“Dominguinhos, que é uma das minhas maiores inspirações, transitou em tudo o que é gênero. E Gilberto Gil também, que é uma das minhas grandes [inspirações]. Você vê o Gilberto Gil fazer disco de reggae, de vários gêneros. E ele é o Gilberto Gil. Não é o Gilberto Gil de um gênero ou de outro. Eu me inspiro muito nisso.”
Os dois artistas não são referências distantes para Mestrinho. O músico tocou com Dominguinhos e Gil desde o início da carreira. Seu trabalho mais recente com Gil foi a “Última Turnê” do artista. E ele trabalhou com Dominguinhos por muitos anos antes de sua morte, em 2013.
“Tive o prazer de trabalhar com Dominguinhos, e também de ter uma grande amizade. É meu ídolo. Eu tocava o acordeon de um jeito antes de conhecer ele, e depois que eu o conheci, mudou totalmente a minha visão do instrumento.”
E vai ter Dominguinho?
Projeto Dominguinho chega a Salvador
@kaiocads
Dominguinhos, inclusive, é homenageado no “Dominguinho”, que colocou Mestrinho em outro patamar da carreira. Lançado em abril de 2025, o projeto reúne o sanfoneiro com João Gomes e Jota.Pê. O trio já está com sua segunda turnê pelo Brasil.
“O ‘Dominguinho’ é um marco muito importante na minha carreira, na minha vida. Mudou muita coisa. Eu já tinha uma carreira estabilizada no sentido financeiro, já conseguia viver do meu próprio trabalho com folga, graças a Deus, por algo que eu já tinha conquistado. E esse algo que eu conquistei é que me levou ao Dominguinho”, afirma Mestinho.
O sanfoneiro ainda cita que o projeto mudou sua vida em diversos aspectos, incluindo o emocional.
“O Dominguinhos só foi possível por conta da nossa amizade. Não foi uma coisa que o João, o Jota, olharam para mim e falaram: ‘ele toca muito, ele é muito maravilhoso, então vou chamar ele para agregar nesse trabalho’. Não. Foi: ‘cara, eu gosto tanto de você, a gente tem uma afinidade muito grande, vamos gravar 4 músicas aí para celebrar isso’.”
“Então quando eu penso no Dominguinho, eu penso, claro, nas pessoas que estão mudando também suas vidas, num Brasil que está enxergando o forró de novo de uma forma grandiosa. Mas também penso no quanto é valioso o nome Dominguinho relacionado a amizade de nós três.”
Até por isso, Mestrinho garante que seu show no Rock in Rio vai contar com faixas do projeto.
“Não tem como eu subir no palco hoje sem tocar algo do Dominguinho. A gente vai celebrar muito essa coisa do Dominguinho ter alcançado o que alcançou.”
E depois de se apresentar, Mestrinho deve correr para acompanhar a apresentação de João Gomes junto com a Orquestra Brasileira no Palco Sunset.
Dominguinho é o novo Tribalistas?
Mestrinho, João Gomes e Jottapê
Globo
Por vezes, o Dominguinho é comparado ao Tribalistas, projeto lançado em 2002 e que reúne Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte.
Para Mestrinho, a comparação é um elogio. “Foi um dos projetos mais marcantes no nosso país, com três pessoas super talentosas.”
A diferença dos Tribalistas talvez seja sua longevidade. Arnaldo, Carlinhos e Marisa se reuniram para projetos pontuais. Primeiro, para a gravação do álbum, em 2002. Na época, fizeram raras apresentações em conjunto. Quinze anos depois, lançaram um segundo álbum e anunciaram a tão esperada turnê, em 2018. Em seguida, deixaram seus fãs órfãos novamente.
“A nossa intenção é envelhecer juntos e continuar, com certeza. Mas a gente tem que deixar os planos da vida tomarem conta, porque o João tem o seu trabalho, o Jota tem o dele, e eu tenho o meu.”
“Eu não posso prometer que vai ter Dominguinho a vida inteira. A gente planeja o nosso futuro, mas no fim das contas, nós somos feitos de momentos. Resumindo, só o tempo vai dizer o quanto que a gente vai continuar, mas a nossa intenção é permanecer.”
Então vem terceiro álbum por aí, Mestrinho? “Eu espero que sim.”
Mestrinho
Felipe Giubilei/Divulgaçãon
Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/rock-in-rio/noticia/2026/09/09/mestrinho-retorna-ao-rock-in-rio-e-quer-mostrar-o-forro-em-sua-essencia-purinha-no-festival.ghtml

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